Animais vulgarmente utilizados para sua alimentação

 

 

Desde as galinhas aos porcos, das vacas aos pintos, dos peixes às lagostas, dos patos aos coelhos, todos os animais que estamos habituados a ver como comida são indivíduos sensíveis e complexos, com vidas próprias e experiências que vivem como sujeitos que são, com uma dimensão psicológica e emocional verdadeiramente admirável.

 

Saiba um pouco mais acerca destes animais e surpreenda-se.


 

Por que razão a ANIMAL dá tanta importância aos animais que comemos?

 
     A ANIMAL mostra a importância destes animais, mostra quais as características que têm, e, ao fazê-lo, demonstra exactamente porque é que devemos deixar de olhar para estes animais como objectos e fontes de alimento, uma vez que são tão complexos e especiais quanto são os cães, os gatos e outros animais que - com justiça - estimamos.
     Em termos numéricos, os “animais de quinta” são os animais mais afectados no mundo pela actividade humana. Todos os anos, mais de 50 mil milhões de “animais de quinta” são explorados e mortos para serem transformados em comida para alimentar humanos (embora isso seja completamente desnecessário, dado que os humanos têm todas as vantagens do lado de uma dieta vegetariana). Em todos os processos pecuários, desde a reprodução, à criação e engorda, ao maneio e transporte, culminando na morte, estes animais são vítimas de vários actos constantes e sistematizados de violência física e emocional que fazem parte desta actividade e que estão estabelecidos por lei. A ANIMAL considera que expor, combater e tentar o mais possível prevenir todo este sofrimento é uma das missões mais importantes que uma organização de defesa dos animais deve ter.
 
 

Mas isso significa que a ANIMAL defende que os “animais de quinta” são mais importantes do que os animais de companhia?

 
     Não, a ANIMAL defende que todos os animais que são sencientes – ou seja, que têm a capacidade consciente de sofrer e de ter desejos e intenções, entre as quais a de continuarem vivos e a de estarem livres da tortura – são igualmente importantes, sejam gorilas, cães, vacas, ratos, peixes ou gatos. A ANIMAL pretende levar ao reconhecimento do estatuto de importância moral dos “animais de quinta”, de modo a que fique claro que este estatuto é exactamente o mesmo que o de outros animais que jamais consideraria comer.

 

Mas temos que explorar e matar estes animais para comermos, quer porque precisamos, quer porque somos seres superiores na escala da evolução.


     Em primeiro lugar, não temos que explorar e matar estes animais para comermos, desde logo porque podemos ser vegetarianos. Sendo vegetarianos, impedimos, automaticamente, que qualquer animal sofra ou morra para ser transformado numa refeição nossa; mas, ao mesmo tempo, adoptamos uma dieta mais saudável e equilibrada que beneficia grandemente a nossa própria saúde e bem-estar. Além disso, se quisermos acreditar que somos superiores em alguma coisa, então pelo menos que essa superioridade se exprima em preocupações éticas como esta, que nos deve levar a ser vegetarianos.
 

 

Verdadeiros e Falsos:
 

Falso

 
  • - Os humanos precisam de comer carne, peixe e ovos para crescerem e viverem com saúde;
  • - Os humanos precisam de beber leite de outros animais  - como a vaca ou a cabra - para terem ossos fortes e resistentes;
  • - Os vegetarianos são magros, fracos e doentes.

 

Verdadeiro

 
  • - Os humanos crescem e vivem com mais saúde tendo uma alimentação vegetariana baseada em legumes, frutas, cereais e leguminosas;
  • - Os humanos podem ter ossos fortes e resistentes sendo vegetarianos e bebendo leite de soja, de arroz, amêndoa, ou outro de origem vegetal, legumes de folha verde escura, nozes, amendoins, feijão, etc.;
  • - Os vegetarianos são mais saudáveis, mais activos e sentem-se melhor.

 


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